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TELA SOCIOLÓGICA: JUVENTUDE

20/06/2016 14:42

Data: 22/06/2016

Horário: 16:00 e 18:00

Local: Sala Newton Lopes

Organização: Prof. Francisco de Oliveira Barros Junior/Departamento de Ciências Sociais

Ingmar Bergman é sinônimo de profundidade cinematográfica. Cinema que mergulha nas grandes questões que desassossegam os seres humanos. Um cineasta pensador. É sempre prazeroso e exigente apreciar as suas obras de arte. É com gozo que exibiremos o belo, denso e delicado JUVENTUDE. Muitos seriam os adjetivos que poderíamos utilizar para falar de um texto fílmico tocante. Um convite para rememorarmos o primeiro amor de nossas vidas. A bailarina Marie recebe o diário (dagboken) que pertenceu a Henrik, seu parceiro de iniciação amorosa, e a partir daí vai rememorar passagens marcantes do encontro entre os dois amantes. No primeiro contato verbal, um desajeitado Henrik expressa o seu encantamento diante de Marie: “... A senhorita é a coisa mais linda que já vi em minha vida”. O primeiro beijo, a virgindade, a fidelidade e os compromissos afetivos são abordados com delicadeza e poesia. Sem pieguismo e melodramas sentimentais, Bergman constroe personagens complexos acompanhados dos seus dilemas existenciais cotidianos. Acertos de contas a fazer com as questões mal resolvidas do passado, paixões reprimidas, ressentimentos e outros nós a desatar, são marcas registradas da sua filmografia. O artista captador dos nossos silêncios, gritos e sussuros. Sobre as sensações sentidas por estarem apaixonados, Marie e Henrik  verbalizam sobre o que se passa com a totalidade dos seus seres: Ele diz: “Sinto a paixão no peito e no estômago. Meu joelho fica como maça esmagada e meus dedos se desequilibram. Mas é mais forte no peito”. Na mesma sintonia, ela expressa: “Acho que a paixão está na pele. Quero que você me toque, acaricie a minha pele com suas mãos. Está nos meus ombros e nos meus cotovelos. Nas palmas das minhas mãos. Dá cócegas em todo o corpo”. De férias, em meio a um santuário ecológico, eles mergulham, comem maças, morangos silvestres e sorvem a magia do encontro amoroso. A inocência no frescor dos jovens. Na cumplicidade amorosa entre Marie e Henrik, a companhia de Gruffman, um cachorro inseparável dele. “Juntos noite e dia durante dois meses inteiros”, em pensamento, Marie sintetiza os idílicos momentos em que estiveram juntos: “Dias como pérolas: redondos e lustrosos costurados com uma linha dourada. Dias repletos de diversão e carícias. Noites de sonhos acordados. Quando dormíamos? Não tínhamos tempo para dormir”. O pianíssimo da trilha sonora harmoniza com a beleza da arte bergmaniana. Um lago dos cisnes tchaikowskyano. Comentários: Francisco de Oliveira Barros Junior


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